Como fazer uma carta de recomendação?

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As cartas de recomendação são aquelas que são feitas por professores que conhecem bem o estudante, avaliando a sua capacidade de reunir os requisitos para uma bolsa de estudo ou um programa de formação.

Essas cartas, supostamente, ajudam ao júri ou comissão de decisão a obter uma boa imagem do potencial do estudante.

A verdade é que, se está a candidatar-se a Pós-graduação ou Mestrado ou Doutoramento ou muitos outros programas de formação, não pode evita-las.

A outra triste realidade é que por diversas razões, pode ser o estudante a fazer essas cartas por si próprio. Nesse caso, o professor só irá ler, corrigir e assinar.

Mesmo que seja daquelas pessoas sortudas que não precisam escrever nenhuma carta de recomendação, deve continuar a ler. Encontrará dicas úteis sobre como lidar adequadamente com essa parte minuciosa do processo de candidatura.

Como lidar com elas?

Normalmente, essas cartas devem ser feitas em folhas de papel particularmente concebidas para o efeito e vem como parte do formulário da candidatura. Em alguns casos, apenas cartas em papel timbrado serão aceites. Se por alguma razão, não puder utilizar essas folhas especiais, ler cuidadosamente o que foi escrito no manual de apoio dessa bolsa sobre essas situações. Preencher os campos no início do formulário onde é pedido o nome, departamento, etc. Levar a carta a um professor que lhe conhece e está familiarizado com as suas habilidades ou sua actividade. Dar tanto tempo quanto possível ao professor para escrever a sua carta (normalmente 2-3 semanas). Tentar garantir que ele sabe mais sobre si, quais são os seus interesses e entende para quê está a candidatar-se. Uma pequena conversa com ele quando lhe entregar o formulário ou um resumo impresso de tudo o que acompanha o formulário de recomendação pode lhe ajudar na elaboração da carta. Recomendações tendem a ser, embora nem sempre, um tanto bombásticas no vocabulário. Esteja preparado com envelope e selos para o caso do professor preferir enviar a carta por si. Deve ler também as linhas relacionadas com a carta de recomendação no manual do utilizador, normalmente disponível na candidatura. Algumas universidades preferem receber as cartas de recomendação juntamente com o resto da candidatura, enquanto outras preferem receber separadamente e, enviadas directamente pelo professor que recomenda a si. É boa prática que os envelopes estejam assinados pelo professor sobre o fecho do envelope, de tal forma que não se possa abrir o envelope sem deteriorar o fecho. A fim de aumentar a confiança as instituições põem na carta quando tem que enviar a carta de recomendação juntamente com o resto da candidatura, aconselhamos a pedir ao professor tal assinatura e/ou um selo oficial.

Conteúdo da carta: Às vezes, um professor ocupado irá sugerir mais ou menos directamente que o estudante produza um primeiro rascunho do texto que ele ou ela irá corrigir e assinar. Até porque noutros casos, esta é a única maneira que o estudante tem de obter uma carta diferente do texto padrão que cada estudante recebe desse professor.

Normalmente, a carta de recomendação começa por referir o nome do professor, nível e categoria, juntamente com o nome do estudante para o qual a carta é escrita. O professor deve referir também desde quando é que conhece o estudante: ano, classe (ano de escolaridade) ou outra actividade. Deve estar claro que o professor teve a oportunidade de conhecer o estudante e avaliar bem as suas capacidades.

A avaliação das capacidades do estudante deve incidir sobre vários pontos de vista 3-4 parágrafos. Do ponto de vista profissional, deve referenciar os conhecimentos, interesses, capacidades, actividades, resultados, capacidade de trabalho, etc. A avaliação pessoal do estudante deve incidir sobre as suas características pessoais, carácter, habilidades sociais, relação com os outros estudantes e professores. É o mesmo que noutras candidaturas, essa avaliação deve ser feita através de factos ou experiência, qualificações e, juízo de valores, sobretudo, aquelas habilidades relevantes para a bolsa devem ser referenciadas ao longo da carta.

O último parágrafo deve providenciar uma avaliação global do potencial do estudante para cumprir as exigências da bolsa, apesar de terem sido feitas referências parciais sobre esse aspecto no corpo da carta.

Algumas bolsas de licenciatura e pós-graduação fornecem esses formulários aos estudantes. Nesse caso, nesses formulários solicitam ao professor para fazer um número específico de perguntas ao estudante acerca das suas habilidades e qualificações. Às vezes, esses formulários incluem espaços após cada pergunta para a devida resposta e as respostas não devem ser feitas em folhas separadas. Outras vezes, as perguntas vem como um bloco e, nesse caso, o estudante tem a opção de responde-las no formulário da carta ou em folhas separadas. Deve garantir que a carta responde claramente a cada pergunta, de preferência na ordem em que são feitas as questões no formulário.

Não esquecer de escrever a data e o nome da Universidade de origem. O nome da Pós-graduação ou Mestrado ou Doutoramento para a qual se candidata. Isso deve estar explicito no corpo do texto da carta, no sentido de tornar evidente que a carta foi feita para essa ocasião. Pode imprimir o texto ou melhor, te-lo num disco amovível (pen ou flash) para o caso do professor achar que há alterações necessárias. Deve dar tempo ao professor para ler o seu rascunho e fazer essas alterações.

Muitos formulários das cartas de recomendação contêm um certo número de campos de escolha múltipla, onde o professor tem que avaliar. Esses campos são compostos por células de verificação e suas habilidades. Certificar que esses campos são seleccionados e inserido o devido texto no espaço para observações adicionais. Recomendamos fortemente que não deixe essas partes do formulário em branco.

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Boa Sorte :)

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